quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

PERNAMBUCO, O CARNAVAL DA EXALTAÇÃO

Nesta postagem trazemos um pouco do carnaval pernambucano. O patrimônio cultural também é um tema ambiental, já que integra o meio ambiente cultural.

PERNAMBUCO, O CARNAVAL DA EXALTAÇÃO

Foto: Zeildo Mendes
Está chegando o carnaval da exaltação, o carnaval de Pernambuco.
Aqui nós exaltamos a alegria.
O nosso carnaval vive o presente, mas não esquece o passado.
Que venham os novos ritmos! Nós, ainda assim, levaremos o passado de geração em geração.
Quando estamos longe da “terra de altos coqueiros[1] sentimos saudade “do Clube das Pás, do Vassouras” e tão grande é a saudade dos passistas traçando tesouras e dos estandartes no ar...[2]
Aqui, não é apenas a voz que canta. Os coqueirais, o sol, o mar fazem vibrar os corações ao som dos clarins de Momo[3].
O carnaval do meu Pernambuco é pura multiculturalidade. E explode de animação “no eterno gingado de frevo, ciranda e baião[6]. É o carnaval de todas as raças, exaltando seus valores culturais e suas tradições. “E na mistura colorida da massa[7] só há espaço para brindar a alegria.
Quando o Galo canta e o “sol clareia a cidade com seus raios de cristal[8], no sábado de Zé Pereira, nós saímos às ruas para exaltar o maior bloco de carnaval do mundo. “É lindo ver odia amanhecer[9] nessa terra de “beleza soberbo estendal[10].
O carnaval, que só existe nesses “montes e vales e rios[11], também exalta o amor e as paixões. Aqui, fazemos um “buquê” para a mulher amada, “mas sendo ele de bonina disfarçada com o brilho da estrela matutina[12]. Nesta terra, cantamos a “primavera dos amores” e sempre “há um poema aos namorados no céu e nas águas dos rios[13].
Mas o carnaval “desse povo coberto de glória” faz questão de abrir os braços para que o mundo inteiro sinta esse feitiço. “Você sabe lá o que é isso?”[14]. Mas, vindo nos conhecer, quando você chegar “deixa o frevo rolar, eu só quero saber se você vai ficar”. “Vamos cair no passo e a vida gozar[15].
Claro que nós exaltamos a saudade! Mas quando estamos longe, felizmente, “Recife está perto de mim[16]. “Não é que eu viva do passado não, não é que eu seja escravo da solidão[17], é que “quem tem saudade não está sozinho[18].
O carnaval dos carnavais exalta os seus artistas de todos os tempos, “que é só aqui que tem, que é só aqui que há[19] gente com tanta alegria, afinal “quem segura o porta-estandarte tem a arte, tema arte[20].
Mas se o frevo, o maracatu, o caboclinho, a ciranda e o som do manguebeat não forem suficientes, sobram ritmos para embalar e exaltar a alegria. E quem sabe não tenhamos a sorte de estar no meio de uma ciranda gigante, daquelas que os anéis vão surgindo um dentro do outro, no ritmo das ondas do mar. E “pra se dançar ciranda juntamos mão com mão, formando uma roda, cantando uma canção[21].
Mas tudo que é bom termina e “é de fazer chorar quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar[25]. Tem nada não, esperamos o próximo ano. Fazer o que?
Bom carnaval para todos!



[1] Nicolino Milano / Oscar Brando da Rocha. Hino de Pernambuco
[2] Antônio Maria. Frevo nº 1 do Recife
[3] Clídio Nigro / Cloves Vieira. Hino do Elefante de Olinda
[4] Antônio Maria. Frevo nº 3 do Recife
[5] Capiba. Madeira que cupim não rói
[6] Sergio Andrade/Zezinho Franco. Viva o Recife
[7] J. Michiles. Me segura senão eu caio
[8] José Mário Chaves. Hino do Galo da Madrugada
[9] Getúlio Cavalcanti. Último regresso
[10] Nicolino Milano / Oscar Brando da Rocha. Hino de Pernambuco
[11] Nicolino Milano / Oscar Brando da Rocha. Hino de Pernambuco
[12] Capiba. Linda flor da madrugada
[13] J. Michilis. Recife manhã de sol
[14] João Santiago. Hino dos Batutas de São José
[15] João Santiago. Hino dos Batutas de São José
[16] Antônio Maria. Frevo nº 1 do Recife
[17] Maciel Melo / Rogério Rangel. Além da quarta-feira
[18] Nelson Ferreira. Frevo da saudade
[19] Nena Queiroga/andre Rio/beto Leal. Chuva de sombrinhas
[20] Jorge Mautner - Nelson Jacobina. Maracatu atômico
[21] Capiba. Minha ciranda
[22] Antônio Maria. Frevo nº 3 do Recife
[23] J. Michilis. Bom demais
[24] Luiz Bandeira / Ernani Seve. Bom danado
[25] Luiz Bandeira. É de fazer chorar

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